Sobre a analisabilidade da histeria. Um pouco de história

Maria Helena Saleme

A histeria, na Renascença, era a filha do diabo; no início do século passado, foi a mãe da psicanálise. A histeria, em seu início, era coisa de mulheres. Hipócrates e Platão retomaram crenças milenares, mas não usaram a palavra histeria. Foi Littrê quem acrescentou a palavra aos escritos hipocráticos que falavam sobre a sufocação da matriz, a sufocação uterina. Com uma complicada explicação anatômica, Hipócrates descreveu fenomenologicamente a doença: "o branco dos olhos revira, a mulher fica fria, lívida, range os dentes, saliva, assemelhando-se aos epilépticos."

Na época Romana, do século I ao III, a histeria também tinha uma cena espetacular: "a doente cai no chão sem voz, com uma respiração difícil, perdendo os sentidos..."

E assim, ligada a afecções do útero, a histeria seguiu por muito tempo. No século XVII, a histeria deixou de ser coisa de mulher, sendo descritos alguns casos de histeria em homens: "o corpo se retesa, se tensiona porque o cérebro está tomado pelos espíritos animais."

Hoje, em nossos consultórios, resta pouco daquela histeria; ela perdeu sua característica de grande espetáculo corporal, embora o mesmo ataque histérico com convulsões e paralisias ainda apareça em hospitais e ambulatórios. Talvez, hoje, tenhamos as contorções e convulsões dos histéricos vividas verbalmente: paramos de ver seu corpo para escutá-lo, e muitas vezes as palavras se transformam em grandes espetáculos. As façanhas corporais, no sentido de mudanças na forma física com o objetivo de se adequar completamente ao ideal do desejo sugerido pela mídia, podem ser versões pós-modernas das conversões espetaculares. Os antigos sintomas somáticos aparecem sob a forma de distúrbios como contraturas musculares, paralisias faciais, dores localizadas, enxaquecas, surdez, afonia, insônia, anorexia, bulimia, frigidez etc. A parte genital do corpo está anestesiada e o resto do corpo não genital aparece erotizado.

Desde o início do século XX até os dias de hoje, mantém-se a idéia de uma parada no desenvolvimento afetivo do histérico, que permaneceria em um estágio infantil.

Segundo Freud, havia na histeria uma idéia parasita inconsciente e de conteúdo sexual. Inicialmente entendeu o histérico como alguém que teria sofrido, quando criança, um abuso sexual exercido por um adulto, o que o teria colocado frente a um excesso de estimulação sem possibilidades internas de elaboração. O excesso de tensão instalar-se-ia como um núcleo mórbido que geraria os sintomas. Este traço mórbido seria recalcado e tornaria essa representação mais fortalecida, pois impediria seu escoamento. Essa carga se transformaria em sofrimento corporal, formação de compromisso que permitiria em parte a transformação dessa energia.

Em 1900, com A Interpretação de Sonhos, Freud modificou sua teoria, abandonando a idéia do trauma por considerar que a cena traumática havia ocorrido somente na fantasia, não se tratando de um fato, mas de um desejo - este, sim, essencialmente traumático. A fantasia é traumática porque é uma energia sexual excessiva, ou seja, desproporcional aos recursos internos da criança para lidar com ela.

Freud desenvolveu a partir daí sua teoria do Complexo de Édipo, articulando a histeria a uma fixação na fase fálica do desenvolvimento, na qual o menino descobre com angústia que sua mãe não tem o falo; e sente-se ameaçado de sofrer o mesmo destino. Acredita que o mundo é dividido em dois tipos de seres: os superiores, portadores do falo, e os inferiores, destituídos deste. O menino passa a viver a angústia de castração.

Na menina, não há angústia de castração; há ódio e ressentimento por não ter recebido o falo, atualizando assim, o rancor do desmame.

A solução histérica para essa situação é falicizar o corpo não genital e desinvestir o corpo genital. O histérico não tem o falo, ele é o falo, excesso de narcisismo e falta de erotismo, ou excesso e falta de narcisismo, uma vez que usamos o termo para designar aspectos diversos.1

A crise histérica é uma mise-en-scène das fantasias transformadas pelos mecanismos de condensação e deslocamento. É uma mensagem cifrada para burlar a censura.

Uma nova leitura da crise histérica pode ser feita a partir de autores que, filiados a Freud, desenvolveram pontos por ele sugeridos, mas não trabalhados. Esses autores - como Ferenczi e Balint - consideram que, na descarga envolvida nos sintomas histéricos, haveria uma atualidade da pulsão, uma apresentação e não necessariamente uma representação. O sujeito viveria a presença de seu objeto de desejo por meio de um pensamento figurativo, havendo uma presentificação e não uma relação com a ausência. O sintoma enquanto formação de compromisso - onde o jogo se passa na falicidade, na tentativa de mostrar que o excluído, o faltante, é o outro - conteria em si uma realização de desejo possível de ser interpretada. A manifestação enquanto descarga energética, tentativa de livrar-se de algo que transborda do aparelho psíquico, exigiria um outro contorno e uma tessitura que possibilitassem novas representações.

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Falicismo e vulnerabilidade ou o enigma da masculinidade

O trauma, energia pulsional sem representação e fonte de dor para o eu, habitaria todos os seres; ou seja, todos vivemos marcas que vagam pelo limbo.

A criança sofreu um excesso de estimulação sem que a mãe tivesse tido - e, portanto, dado - condições para que essa estimulação fosse transformada em representações e pudesse circular dentro do aparelho psíquico. Tratar-se-ia de uma vivência, na esfera das sensações, que não recebeu o estatuto de representação, e que busca a descarga. As respostas de seu corpo surpreendem, desafiam a anatomia e a fisiologia, submetidas a uma ordem de funcionamento desconhecida por todos. O corpo toma a cena, parecendo funcionar autonomamente. As marcas no limbo tomam o corpo. Não se trataria de uma tentativa de representação, diferente de pura descarga, tentativa que poderia de fato tomar expressão a partir do ouvido do analista?

Nessa forma de compreender o histérico, há um descentramento do Édipo e da fase fálica, sendo a crença no poder fálico uma tentativa de neutralizar esse excesso pulsional sem representação. A falicidade é uma forma de defesa, possível de ser utilizada pelo histérico, a partir das identificações ocorridas em sua história pessoal. O Édipo seria mais uma tentativa de defender-se de cistos de energia pulsional sem representação que nem chegaram a sofrer repressão.

O excesso foi criado na relação do recém-nascido com a mãe, no erotismo da ordem da feminilidade. A histeria é uma forma de dar alguma vazão ao excesso vivido na feminilidade. Como definir o demasiado? Teríamos que retomar a gênese das representações e por que vagam marcas sem fixação.

Os sintomas no histérico são de duas ordens: 1. descarga de excesso pulsional na tentativa de dar representação à dor irrepresentada; 2. formação de compromisso onde se utiliza da falicidade enquanto defesa face à feminilidade.

O sintoma enquanto descarga energética não seria passível de interpretação e pediria uma construção na transferência que possibilitaria novas representações.

Aí reside o inanalisável da histeria: na clínica centrada exclusivamente no Édipo, com o analista mantendo-se em um terreno conhecido, organizado e sobretudo fálico.

No texto A Sexualidade Feminina, Freud fala sobre a mulher. Na conferência XXXIII, Feminilidade, ele teoriza sobre a feminilidade como uma condição do homem e da mulher. A feminilidade estaria aquém das diferenças de gênero.

Em A Sexualidade Feminina, a mulher deverá chegar à feminilidade abandonando o clitóris como zona genital e adotando, em seu lugar, a vagina (uma área do corpo até então inexistente para ela, deve agora passar a ser o lugar privilegiado do prazer!). Ainda na tarefa de transformar-se em mulher, deve trocar, por desilusão, o objeto mãe pelo objeto pai, o qual também terá de ser abandonado; finalmente, a mulher deve então amar um homem e desejar ter um filho, uma criança-falo. É uma mulher passiva que anseia o pênis e que vai modificando por frustrações os símbolos que o representam.

A mulher do texto citado é coincidente com o que Mary Del Priore, historiadora brasileira, mostra como o resultado do processo de adestramento pelo qual a mulher passou para atuar no projeto demográfico. Norbert Elias mostra que esse adestramento foi feito por meio de um severo discurso normatizador que atingiu quase toda a cristandade ocidental.

No texto sobre a feminilidade, Freud assinala também a importância da relação da criança com a mãe: "tudo na esfera dessa primeira ligação com a mãe me parecia tão difícil de apreender nas análises, tão esmaecido pelo tempo e tão obscuro e quase impossível de ser revivido, que era como se tivesse sucumbido a uma repressão inexorável; (...) entre as novas idéias a que cheguei, acha-se a suspeita de que essa fase de ligação com a mãe está especialmente relacionada à etiologia da histeria, o que não é de surpreender quando refletimos que tanto a fase quanto a neurose são características do feminino".

Freud nos abre aí duas portas: a primeira quando diz que a etiologia da histeria está ligada à relação mãe-bebê e a segunda, que a feminilidade corresponderia aos primeiros momentos da vida da criança. Segundo Freud, a feminilidade é algo que se atinge ao final de um longo processo de desenvolvimento e que depende da experiência edípica e da experiência de castração exercida pela função paterna; além disso, a feminilidade concerne às primeiras relações da criança com a mãe. Embora Freud não tenha se detido nestas conclusões, podemos supor que a feminilidade deva ser desenvolvida e reencontrada. "O território da feminilidade corresponde a um registro psíquico que se opõe ao do falo na tradição psicanalítica, sendo seu contraponto nos menores detalhes. Enquanto pelo falo o sujeito busca a totalização, a universalidade e os domínios das coisas e dos outros, pela feminilidade o que está em pauta é uma postura voltada para o particular, o relativo e o não-controle sobre as coisas. Por isso mesmo, a feminilidade implica a singularidade do sujeito e as suas escolhas específicas, bem distantes da homogeneidade abrangente da postura fálica. A feminilidade é o correlato de uma postura heterogênea que marca a diferença de um sujeito em relação a qualquer outro".2

Não estamos apenas diante do enigma da feminilidade, mas também da masculinidade. "A resposta da anatomia é acessível, mas aquilo que constitui a masculinidade ou a feminilidade é uma característica que foge ao alcance da anatomia" (Freud, 1932).

Seguindo Freud de Feminilidade e de Análise Terminável e Interminável, podemos dizer que a feminilidade é da esfera dessa primeira ligação da criança com a mãe e que está especialmente relacionada com a histeria. A histeria é uma neurose de defesa, pela qual o sujeito se protege da feminilidade por meio da falicidade. O corpo pode ser tomado pelo psíquico em uma tentativa insuficiente de representação, sendo a conversão uma tentativa de expressão desse excesso sem representação e, portanto, uma tentativa de auto-cura. A histeria é uma feminilidade fálica.

A feminilidade e a posição fálica se opõem. O falo organiza, busca o domínio das coisas e dos outros. A feminilidade é voltada para o particular, o não controle, a receptividade, o deixar-se afetar. A falicidade é homogênea, busca a igualdade, e determina como são os homens e como são as mulheres. A feminilidade trata do heterogêneo, do singular, da forma particular de cada sujeito ser homem ou mulher, com as diferenças excedendo o registro do gênero. A feminilidade é imponderável, concerne à vivência do desamparo, reino do inesperado. O ser humano, para defender-se do desamparo, encerra-se na mesmice, na solidificação de posições e nos escudos frente aos encontros.

O arranjo fálico é uma defesa frente à feminilidade. Obediente e submisso, corre atrás dos atributos que a cultura dita. Ao proteger-se dos encontros, revela o medo de perder-se na feminilidade.

Na falicidade, perde-se o erotismo, ganha-se narcisismo. Perde-se o corpo, ganha-se rigidez; mas, sobretudo, adquire-se a ilusão de não estar perdendo nada.

Por um lado, a histeria dos grandes espetáculos quase desapareceu; por outro, continua a mesma daqueles tempos. Um vínculo doentio com alguém, o sofrimento somático que desafia a anatomia médica, a transferência marcada pela tristeza de não se saber homem ou mulher e de não se sentir amado pelo que é. Um sujeito que erotiza a transferência ao mesmo tempo em que sua vida é marcada pelo antierotismo. Um ser do medo, como descreve Nasio, teme a satisfação, pois vê nela o perigo do gozo máximo que o colocaria em uma vivência dispersiva que poderia dissolvê-lo como sujeito. Tem que defender-se da vivência de prazer que faria com que sentisse a importância do outro. O uso e abuso dos emblemas fálicos, a rigidez a que este uso conduz, são defesas de uma vivência temida de desaparecimento do eu em um excesso pulsional.

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Sobre o inanalisável

Freud, no início de seu trabalho clínico, usou eletroterapia, massagem, hipnose.

Em 1889 abandonou a sugestão sob hipnose e utilizou o método catártico. A partir de 1892, trabalhou com o método da "livre associação". De acordo com seu desenvolvimento teórico, começou procurando pela recordação da vivência traumática e seu afeto correspondente. Com o método da associação livre, encontrou-se com a resistência e com o recalque.

Em 1900, Freud já não se interessava pelo incidente traumático, pois considerava que as vivências relatadas eram fantasias e que a crise histérica era uma mise-en-scène destas fantasias transformadas pelos mecanismos de condensação e deslocamento. A crise era considerada uma mensagem, um código secreto que deveria ser decifrado para chegar-se à dissipação dos sintomas. O terapeuta decifraria a mensagem para o histérico, que, ao reconhecê-la, não precisaria mais dos sintomas.

A teoria psicanalítica foi se complexizando, tanto na compreensão da teoria da histeria quanto dos fenômenos transferenciais vividos na clínica. A fixação do histérico na fase fálica e oral, predominantemente na fase fálica, o falicismo, como tentativa de provar que o sujeito não foi atingido pela exclusão e pela incompletude, estaria presente no jogo transferencial. Para Freud, a interpretação transferencial daquilo que o histérico repete por não poder recordar possibilitaria tornar consciente o inconsciente e liberá-lo do sofrimento neurótico. Todas as vicissitudes do Édipo seriam revividas no processo analítico. O histérico estaria marcado pela castração, gastando grandes quantidades de energia corporal e psíquica para manter inconsciente este conhecimento. Essa energia poderia, com a análise, ser usada de uma maneira mais produtiva para o sujeito. O rancor dos histéricos tornava um pouco mais complicada essa clínica, pois não estava nem no registro erótico e nem no da sedução. Freud explicitou esta dificuldade no texto Feminilidade.

Algo da ordem do inanalisável permaneceria em cena.

Ferenczi, seguidor de Freud, definiu-se como especialista em casos difíceis. Acreditava que o fracasso de uma análise deveria ser buscado no lado do analista, seus pontos cegos, suas contratransferências que dificultariam o processo de análise. A análise, segundo ele, deveria ir ao encontro da criança no adulto e da repressão primária. Para tanto, seria necessário permitir ao paciente ir mais além da representação. O analisável, os limites da análise só seriam encontrados na própria análise. Para ele, os limites seriam o centro da análise, não se forçando, nem se os contornando; com eles, com aquilo que faz falta ao analisando, é que o trabalho se realizaria. Ferenczi foi o seguidor de Freud pioneiro na compreensão do processo de cura como algo da ordem do funcionamento da dupla analista-analisando. Destacou a importância dos impactos vividos na análise tanto pelo analista quanto pelo analisando. Sua posição se caracterizou pela oposição à idéia de que há um elemento da personalidade do paciente que impediria o progresso no processo de cura.

No encontro analítico, há uma confrontação entre analista e analisando: quanto mais o analista se aproxima dos limites, mais ele se sente desafiado e imbricado na análise. Os casos difíceis não são excepcionais; mesmo as neuroses podem mostrar formas narcísicas graves. São esses os casos que provocarão o trabalho, a produção da psicanálise. Todos os casos em que há uma disposição da dupla em viver a afetação que corresponde ao encontro vivido irão caminhar nos limites.

Não há pacientes inanalisáveis. Os limites da análise são encontrados no processo. A contratransferência, os pontos cegos do analista, suas defesas é que podem funcionar como impasses e impossibilidades. Entre as defesas do analista encontramos a discursividade fálica que afasta tanto analista quanto analisando da feminilidade. O analista deve abandonar dita discursividade para poder afetar e se deixar afetar criativamente pelo processo analítico.

O histérico traz um excesso de palavras sem representação. O espetáculo do histérico ainda se dá no corpo, mas também se dá pelo palavreado, pela palavra que não se dirige ao outro, mera descarga, palavração. O erotismo também pode ter o mesmo sentido, preencher o vazio de um corpo sem vida, muitas vezes a única forma possível para expressar seu desamparo. É fundamental que o analista saiba ouvir e se deixe afetar, pois, caso contrário, arrisca-se a interpretar a transferência erótica como um ataque ao vínculo, numa espécie de interpretação que, embora verdadeira em algumas situações, transformou-se em um "chavão" defensivo que petrifica o desejo.

Caminhar pelos limites da histeria é tocar nessa energia pulsional na transferência. Trata-se de empreender uma viagem aos confins onde o analista se alterna entre suporte e objeto da transferência, ou seja, terá seu próprio corpo atingido pela transferência nos momentos difíceis de todos os casos, onde o fantasma se exterioriza na sessão. Nesse momento de repetição ativa, a alteridade é sentida como um ataque, onde se dá o embate entre analista e analisando para que o desejo tome sentido. Esse encontro pode colocar em movimento o desejo congelado da histeria, fazer o histérico perder as certezas e ganhar levezas, e chegar ao erotismo e ao imponderável.

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Mudaram os pacientes ou mudaram os analistas? Em outras palavras, a psicanálise pode tocar os pacientes se os analistas se deixarem afetar pelo encontro clínico. E sabemos que muito se modificou desde, e a partir de, o trabalho de Freud.

O analista, podendo suportar estados de "sem recursos", propiciará a experiência de um novo começo (Balint) para o analisando. A pressa em se livrar deste estado conduz a interpretações defensivas, em geral no sentido do ataque que imagina que o paciente lhe faz, ataque que o analista sente por se ver sem ver. Essa pressa em sair do estado de "sem recursos" conduz a interpretações adaptativas, que correm o risco de criar falsos-selves adaptados, femininos e masculinos, prisioneiros da petrificação do ideal fálico.

Dissemos acima que os espetáculos histéricos são tentativas de auto-cura. Podem passar a ser a própria cura, se alguém puder aí escutar a paixão, ajudar a liberar o erotismo e positivar o desejo.
1 - Michel Balint em Primary love and psycho-analytic technique (1952) discute a definição do termo narcisismo utilizando para isso os termos "amor objetal passivo" e "amor objetal ativo".
2 - Birman J. em Cartografias do feminino

Bibliografia
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_______ (1932) "Charater Analysis and New Beginning" In Primary Love and Psycho-Analytic Technique. London. The Hogart Press,1952
_______ (1952) "New Beginning and the Paranoid and the Depressive Syndromes"In Primary Love and Psycho-Analytic Technique. London. The Hogart Press,1952
_______ (1968) "A Falha Básica - Aspectos Terapêuticos da Regressão" Porto Alegre:Artes Médicas,1993.
Birman J. (1999) "Cartografias do Feminino". São Paulo: Ed.34,1999.
Ferenczi (1919-26) Obras Completas, vol. III Trad. de Álvaro de Carvalho.São Paulo: Martins Fontes, 1993
Fraisse,G (1991) "Da Destinação ao Destino. História Filosófica da Diferença entre os Sexos" In História das Mulheres.O século XIX. Trad. De Egito Gonçalves.São Paulo: Ebradil, 1991
Freud, S. (1931) "Sexualidade feminina". ESB, Vol.XXI.
_______ (1933 {1932}) "Feminilidade" Conferência XXXIII de Novas Conferências Introdutórias Sobre Psicanálise. ESB, Vol.XXII.
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Nasio J. D. (1990) "A Histeria. Teoria e Clínica Psicanalítica" Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor Ltda,1991.
Pontalis J. B(1974) . "Bornes ou confins?" Nouvelle Revue Psychanalyse, 10:5-16