Filmes em debate
Sexta-feira, 11:30h
"Isso, Aquilo e Aquilo Outro"
Veja aqui o vídeo online
Direção: Miriam Chnaiderman
Assit. de direção: Deborah Sereno
Direção de fotografia: Rinaldo Martinucci
Edição: Tatiana Lohmann
Som: Alfredo Guerra
Esse filme é parte do curso proposto pelo projeto "São Paulo educando pela diferença" idealizado na Universidade Federal de São Carlos e patrocinado pela Secretaria de Educação do Estado que visa sensibilizar e instrumentar os professores da rede pública no trabalho com a diversidade e o preconceito em sala de aula.
Nos distintos espaços da cidade de São Paulo, são expostas as diferenças e os modos de lidar com a humilhação. Nisso tudo, no percurso pelas várias diferenças, o movimento negro vai surgindo como exemplo de luta de uma minoria oprimida por séculos de história.
Após a exibição haverá debate com a autora.
Sexta-feira, 17:00h
"Meu nome era Sabina Spielrein"
Filme em alemão com legenda em português, 90 minutos de duração
Título: Mitt namn var Sabina Spielrein/Ich hiess Sabina Spielrein (Meu nome era Sabina spielrein)
Direção: Elisabeth Márton
Dramadokumentär - Sverige 2002
Debatedora: Renata Cromberg
O documentário "Meu nome era Sabina Spielrein", realizado em 2002, é resultado de sete anos de pesquisa da diretora sueca Elisabeth Márton, apoiada pela The Sabina Spielrein Support Society, estabelecida em 2001, em Estocolmo com o objetivo de apoiar projetos que lidam com o destino de Sabina Spielrein. Ela aparece inúmeras vezes na correspondência entre Sigmund Freud e Carl Gustav Jung e, no entanto, há muito pouca informação sobre ela. Ela veio da Rússia e foi a primeira paciente de psicanálise de Jung na clínica Bughölzli, em Zurich. Depois de um tratamento bem sucedido (de uma histeria como foi diagnosticado por Jung), ela estudou medicina, tornou-se uma das primeiras mulheres na Sociedade Psicanalítica de Viena e trabalhou como psicanalista e analista de crianças. Seu trabalho científico estava publicado, mas esquecido e não dava nenhuma informação sobre seu destino. No entanto, em 1977, uma caixa foi achada no subsolo do Palais Wilson em Genebra, contendo partes de um diário, cartas e outros escritos que Sabina Spielrein deixou para trás, quando ela retornou à Rússia , em 1923. Estes registros lançaram uma luz diferente na história da psicanálise.
Na sua correspondência com Freud e com Jung, sua influência sobre as duas figuras principais do movimento psicanalítico de então se torna evidente. A ruptura já tão discutida entre Freud e Jung mostra ser não inteiramente motivada por uma briga científica. Por trás da cena do discurso acadêmico está um a cena dramática de amor e ciúmes, desconfiança e desapontamento, uma cena na qual o papel de Sabina foi o de mediadora.
A cópia legendada em português do filme foi produzida por Renata Udler Cromberg, encarregada da divulgação do filme no Brasil pela diretora Elisabeth Márton.
Para mais informações, ver o artigo
"As origens da pulsão de morte: introdução à obra de Sabina Spielrein", de Renata Udler Cromberg
Sábado, 11:30h
"O Zero Não É Vazio"
Direção: Andrea Menezes e Marcelo Masagão
Música original: José Miguel Wisnik
Sinopse:
- O número zero deveria ter um pontinho no centro para dizer que não é vazio.
ou
- Pequenas estratégias para lidar com o Vazio
Após a exibição haverá debate com os autores e Maria Lucia Homem.