Masculino, feminino, sadismo, masoquismo
Almerindo A. Boff
A partir do legado freudiano, a inscrição do feminino na teoria psicanalítica se fez nas categorias da falta, da irrepresentabilidade, da castração, da passividade, do masoquismo ou das dores da maternidade. Estas categorias remetem, no campo da cultura ocidental, às idéias pejorativas de ausência, humilhação e submissão masoquista. É posta em questão a relação possível entre psicanálise e feminismo. Discute-se a idéia de uma "revolução simbólica" na teoria psicanalítica, em sintonia com a terceira onda do feminismo, que procura valorizar formas de inscrição do feminino não restritas às formas tradicionais de fazê-lo a partir de representações do negativo. Esta proposta teórica é ilustrada com algumas idéias de Bion, Winnicott e Annie Anzieu.
Palavras-chave: feminino, feminismo, masculino, masoquismo.
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