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Paradigmas distintos: A contradição entre o tratamento do sintoma e a análise do sujeito

Maria Silvia Bolguese

Neste trabalho, a autora parte da intenção de rever e retomar os aspectos trabalhados em seu livro Depressão & Doença Nervosa Moderna (2004), uma vez que naquele texto, justamente para dar conta de compreender o sintoma depressivo, foi levada a se debruçar sobre a questão que é aqui o tema central: a relação entre psicanálise e psiquiatria e suas diferentes concepções acerca dos fenômenos psíquicos. A reflexão acerca do sintoma e as diferenças de concepção existentes entre a psiquiatria e a psicanálise obriga à explicitação das distinções essenciais. Conceitualmente, sua compreensão e o sentido atribuído aos sintomas psíquicos são bastante diferentes em um caso e no outro, porém, clinicamente, embora as miradas sejam diversas, é preciso situar que a clinica psicanalítica não deixa de ser herdeira da clínica médica e sofre efeitos profundos do que aqui estará sendo concebido e defendido como mudanças de paradigma pela quais a medicina moderna e, por conseguinte, a psiquiatria e também a psicanálise (posteriormente) passaram nos séculos XIX e XX.

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