A psicanálise latino-americana diante dos fenômenos sócio-políticos e o mal-estar na cultura
Mario Pablo Fuks
Qual é a posição da psicanálise hoje diante do contexto histórico e as angustias do mundo contemporâneo? Será que a herança freudiana em atribuir à psicanálise um potencial teórico capaz de analisar e compreender os grandes conflitos da humanidade não foi sustentada? Desde os anos 70, a produção da psicanálise latino-americana de trabalhos voltados para o social e o político foi e continua sendo importante. A dupla existência da psicanálise, como
prática privada e aquela que se manifesta no
domínio público em relação às questões institucionais e político-sociais, pode ser processada de maneira cindente e anuladora ou de forma criativa e enriquecedora, seguindo o exemplo de Freud. Resposta a um debate promovido por
Percurso, revista de psicanálise de São Paulo.
Palavras-chave: mal-estar, subjetividade, produção teórica, América Latina.
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