O caso clínico, mal-estar na transmissão

Urania Tourinho Peres

O ser do homem não pode ser compreendido sem a loucura,
mas não seria ser humano se não trouxesse nele
a loucura como o limite de sua liberdade.*


Uma interrogação sobre o caso clínico há muito me acompanha. Sempre me deixam insatisfeita os relatos de fragmentos ou sínteses de histórias clínicas acompanhados de uma pequena amarração teórica. Não me parece que transmitam verdadeiramente a nossa clínica, mas que, de um modo geral, estejam mais dentro de um modelo médico ou psicológico do que propriamente psicanalítico. Por outro lado, observo que trabalhos desse tipo tornaram-se muito freqüentes nos congressos e exercem um grande atrativo, sobretudo no público jovem, que, em geral, demanda escutar sobre a clínica. Diagnósticos feitos em algumas sessões, assim como a indicação de uma conduta a ser seguida em uma determinada direção da análise - e aqui toco também na questão da supervisão - sempre me inquietaram. Às vezes, sinto um jogo intelectual artificial. Diagnóstico, prognósticos e regras de conduta clínica são questões muito complexas em nossa área de atuação. A bem da verdade, sobretudo depois da insistência de Lacan, sabemos que a dita historieta importa pouco, assim como o que conta não é o pai normal mas o pai normatizante (Lacan, 1958), ou seja, a função pai no complexo de Édipo. Então, dizer-se o que foi o pai, de um jeito ou de outro - alcoólatra, irresponsável, terno ou atencioso -, não é o que verdadeiramente poderá nos indicar os caminhos da neurose ou mesmo da psicose. Contudo, é sobre a sua história que o paciente fala, e a sua análise também é dita como um lugar de re-construção dessa história.

Por outro lado, pensando essa questão, tenho me voltado para a minha própria análise, para a posição que tive de analisanda, para o caso clínico que, em tese, deverei ter construído juntamente com o meu analista, e constato a dificuldade de relatar o meu próprio processo. É uma experiência que estou tentando realizar, mas me debato com a dificuldade em transmitir o que eu chamaria o cerne da experiência analítica, o ponto de mutação discursiva. Como retomar o diálogo analítico tão cheio de non-sense, onde o só-depois confere um efeito interpretativo capaz de modificar um discurso? Verdadeiramente, não sei. Há um tempo, tempo discursivo que não se retoma.

O caso clínico é uma construção, fabrica-se o caso clínico, cria-se o caso clínico, porque, afinal de contas, é importante falar da clínica. Porém, de fato, o que se cria? Quem cria? De quem é o discurso do caso clínico? Do analista? Do analisando? Dos dois?

O caso clínico em psicanálise não é uma entidade que se possa observar, submeter à experimentação, mas uma invenção que se pratica entre a direção de uma análise e a teoria do inconsciente.

Serge Leclaire assinala, com precisão, que, muito embora façamos ao nosso paciente a exigência para que ele tudo diga, incluindo o nome das pessoas evocadas, quando relatamos o caso, podemos mencionar detalhes de sua vida amorosa, porém sob a condição de ocultarmos o seu nome. E conclui: La comunication de l'expérience analityque doit ainsi compter qu'on le veuille ou non, avec la dimension d'un irréductible secret (apud Lacan, 1965).

Nenhum de nós desconhece a importância do nome próprio no trajeto de nosso destino.

Duas constatações despertam a atenção: a primeira decorre do fato de Freud não ter nos dado um historial clínico depois de ter teorizado a pulsão de morte; a outra é a absoluta inexistência de relatos clínicos de Lacan. Este último comenta os clássicos de Freud - Dora, Hans, Homem dos Ratos, Homem dos Lobos, Schereber - e também fragmentos de relatos de outros analistas, critica-os, lança uma nova compreensão; porém, sobre seus próprios analisandos, o que temos é o silêncio. Não me parece que tal silêncio tenha decorrido unicamente de um cuidado ético, até porque, enquanto psiquiatra, publicou a sua tese sobre Marguerite Anzieu, mãe de seu analisando Didier Anzieu. A questão do sigilo é da maior importância, porém estou segura de que a dificuldade parte de uma outra direção. Será que, verdadeiramente, podemos relatar uma análise?

Ainda sobre Lacan, temos que mencionar as famosas apresentações de doentes que, entretanto, não receberam por parte daqueles que os acompanhavam uma produção teórica importante. Inegavelmente, o modelo de apresentação de doentes, para a psicanálise, parte de Charcot, que procura, através de um exame rigoroso, estabelecer um diagnóstico, um prognóstico e uma linha de tratamento. Essas apresentações, todos sabemos, causaram um grande impacto a Freud, porém não serviram de modelo na sua procura de transmissão da psicanálise. Não tenho registro de que Freud tenha praticado apresentações de doentes. Sobre elas, comenta Roger Dorey:

Lacan as praticou durante todo o seu tempo de transmissão da psicanálise: no serviço de Jean Delay, sobre os considerados casos difíceis, e, posteriormente, no Hospital Henri-Rouselle, onde o predomínio era de pacientes psicóticos. A singularidade dessas apresentações reside na introdução da interpretação psicanalítica com o propósito de tornar o paciente sensível à própria dimensão do inconsciente e confrontá-lo com uma perspectiva nova e que perceba sua fecundidade por um efeito de surpresa. Lacan visava um efeito terapêutico e didático (Dorey, 1996, p.12).

Erik Porge afirma que essas apresentações se inscrevem na categoria dos chistes e cita Freud: se dirigem não a uma pessoa ou situação, mas à certeza de nosso próprio conhecimento. A assistência, nos diz ele, era composta de analisandos de Lacan que viam aí a chance de uma referência semiológica original, efetuada por um terceiro, diferente da referência psiquiátrica tradicional (Porge, 1996, p. 19 e 20, respectivamente). Ele relata alguns fragmentos dessas apresentações, mas o que constatamos é que a simples leitura desses relatos está longe de provocar o que certamente provocou a quem assistiu à intervenção na prática. Há um interesse na leitura movido pela curiosidade, longe, porém, de produzir um verdadeiro efeito de transmissão.

Eu creio que as dificuldades da transmissão do caso clínico são reconhecidas por todos os analistas. É possível que, também nesse ponto, a herança médica nos tenha lançado em um caminho não exatamente apropriado à nossa prática. A própria diferença do que seja o sintoma para a medicina e para o psicanalista abre um divisor de águas, assim como o manejo do diagnóstico. Psicanálise e medicina partem de premissas totalmente distintas.

Quando Freud nos alertou para a importância de tomarmos cada caso como um novo caso, seguramente ele queria nos conduzir a um caminho que havia sido o seu, ou seja, Freud escutava o paciente visando a compreensão do seu sofrimento e, conseqüentemente, o alívio de sua dor, mas também para a construção de seu corpo teórico. Freud necessitava levar a psicanálise ao público, divulgá-la. Em princípio, cada analisando deveria dar uma nova compreensão, ou melhor, enriquecer a teoria psicanalítica com a singularidade de sua verdade. Ao tempo em que ele é compreendido pela própria psicanálise, ele também traz compreensão psicanalítica. Assim, Freud nos chama a atenção para uma dupla escuta: uma escuta que deve nos surpreender, nos siderar pelo novo, pelo inédito que nos traz aquele sujeito e, por outro lado, o confronto dessa escuta com o já sabido da teoria, que se materializa no esclarecimento da compreensão, isto é, o instante de luz. Sideração e luz são duas palavras que o nosso autor emprega em Interpretação dos sonhos. Porém, diz ele, a primeira modalidade é a que predomina, pois devemos escutar cada caso como um novo caso, ou seja, a sideração.

Nem sempre é fácil estarmos nos colocando frente ao novo, ao não sabido, e o nosso movimento espontâneo é o de rapidamente incorporar o que suscita surpresa ao que já é conhecido e, assim, procuramos objetivar uma experiência que, por essência, é subjetiva.

Lacan inicia os seus seminários analisando os casos clínicos de Freud e toma como ponto de partida o Homem dos Lobos. Ele comenta que a observação de Freud está centrada sobre uma busca apaixonada, detalhada em relação à existência ou não de acontecimentos traumáticos na infância. Freud não consegue, através das reminiscências do paciente, chegar a essa cena e ele constrói. Uma construção ditada pelo desejo de Freud? E sobre esse ponto Lacan aponta para uma distinção entre a realidade do acontecimento e a historicidade do acontecimento, isto é, algo leve e flexível, porém decisivo, que deixou uma impressão no sujeito, que o domina e torna-se necessário para explicar a continuidade do comportamento (Lacan, 1952).

É do próprio Freud a seguinte afirmativa:

Sou incapaz de fornecer um relato puramente histórico ou puramente temático da história de meu paciente; não posso escrever um histórico nem do tratamento nem da doença, mas sinto-me obrigado a combinar os dois métodos de apresentação. É sabido que não se encontram meios de introduzir, de qualquer modo, na reprodução de uma análise o sentimento de convicção que resulta da própria análise. Exaustivos relatórios textuais dos procedimentos adotados durante as sessões não teriam qualquer valia; e, de qualquer maneira, a técnica do tratamento torna impossível elaborá-los. Assim, análises como esta não são publicadas com a finalidade de produzirem convicção nas mentes daqueles cuja atitude tenha sido, até então, de recusa e ceticismo. A intenção é apenas a de apresentar alguns novos fatos a pesquisadores que já estejam convencidos por suas próprias experiências clínicas (Freud, 1976, p. 27).

Freud tem claro que o non-sense do caso clínico cobra sentido em um saber presente de quem escuta, como ocorre nos chistes. Queixando-se do estilo romanceado que suas análises adquiriam, ele sabe que a psicanálise oscila entre a arte e a ciência.

O que pode, então, ser o caso clínico em psicanálise? A expressão é, sem dúvida, importada da medicina. Caso, do latim casu, significa 'acontecimento, fato, sucesso, ocorrência'; clínico (do grego klinikós, pelo latim clinicu), significa 'médico ou cirurgião que exerce a medicina; médico que exerce a clínica médica' (subst.); 'relativo ao tratamento médico dos doentes; que se efetua junto ao doente' (adj.) (Ferreira, 1999). O caso clínico refere-se, portanto, a um doente que procura o médico em busca de alívio para o seu sofrimento, em busca de cura. A clínica é o espaço em que o investigador confronta modelos nosológicos e a singularidade do mórbido em um sujeito (Perrier, 1993, p. 177). O significante clínica remete sempre à idéia de mal, doença, ruptura com a saúde, assim como a de um saber para a cura. Perrier se interroga: Pela ideologia médica inerente ao conceito de clínica, não se deveria falar de psicanálise da clínica ao invés de clínica psicanalítica? (Perrier, 1993, p. 177). Será que não praticamos uma impropriedade na tentativa de expor a prática psicanalítica através do caso clínico, reduzindo o analisante a um sujeito que sofre uma ruptura com um padrão de saúde e referenciando-o a modelos nosológicos onde o que estaria sendo privilegiado seria o conhecimento do analista? Não desconhecemos a importância, para o psicanalista, de conhecimentos teóricos e clínicos da psicopatologia, do conhecimento médico psiquiátrico, porém sabemos também da importância em esquecê-los, no caminho da Aufhebung hegeliana (Dorey, 1996 p.6).

Temos clareza da singularidade do saber do psicanalista, assim como de que esse saber é operado na direção do tratamento. Toda uma teoria tenta nos falar da especificidade do desejo do analista, assim como da distinção entre um ouvir e um escutar, um falar e um dizer. O analista segue uma regra que se contrapõe à regra da associação livre através da sua atenção flutuante. A sua memória funciona através de reminiscências, onde um dizer de hoje pode evocar espontaneamente ditos pretéritos, sem que nenhum esforço seja feito para tal. Não é apenas o inconsciente do paciente que está em jogo, mas também o do analista. O psicanalista está inteiramente implicado nessa clínica e, como tal, ele perde toda a objetividade pretendida pelo médico e mesmo pelo psicólogo.

Diante de tudo isso, cabe-nos indagar por que continuar insistindo em uma direção que, em princípio, contradiz a própria psicanálise. Criticamos a nosografia psiquiátrica, porém a ela estamos intimamente ligados. A leitura lacaniana do Real, Simbólico, Imaginário não chegou a nos dar uma autonomia da trilogia neurose, psicose e perversão. As tentativas de circunscrever as alterações do narcisismo versus perturbações das relações com o Outro é um exercício esboçado, assim como a possibilidade de pensarmos a clínica através dos nós borromeanos.

As tentativas de explanação de casos ou fragmentos clínicos sempre buscam demonstrar, ilustrar, dentro de um padrão de compreensibilidade, o nosso fazer e o nosso pensar, ou seja, a nossa intervenção, a nossa interpretação e o nosso saber teórico, mesmo que tenhamos por assegurado que a compreensibilidade do sujeito do inconsciente está sempre a escapar.

Alain Didier-Weill em seu texto Insistuição proposta de um procedimento de passe transinstitucional, já no título, através do neologismo insistuição - condensação de insistência (insistence) e instituição (institution) -, nos aponta para a repetição que se insere no seio das instituições psicanalíticas, confrontadas com a dimensão da insistência própria do inconsciente, chamativa ao desejo. Denuncia a freqüência, nas associações, de se falar do inconsciente, porém nem sempre com o inconsciente, e diz:

A idéia, pois, é a de ver como poderíamos fazer para falar do inconsciente com o inconsciente, com nosso inconsciente, quer dizer, de modo tal que não seja apenas através do divã e da poltrona que se faça o enunciado dessa relação. Isso não deixa de estar relacionado com o passe, mas não é o passe (Didier-Weill, 1998, p. 84).

Uma das preocupações de Lacan, ao teorizar o passe, foi a de superar a divisão entre o público e o privado, ou melhor, entre o discurso na instituição e o acontecer entre analista e analisando. Havia a intenção de substituir a dualidade dos discursos pela divisão do sujeito presentificada em um único discurso. A aproximação entre chiste e passe, que sempre esteve presente no pensamento de Lacan, pode nos dar uma pista para o relato do caso clínico, na medida em que encontramos uma relação entre o público e o privado análoga à do passe. Não tenho dúvidas de que deveríamos encontrar uma outra maneira de nomear esse relato do acontecer entre analista e analisando, porém ainda não encontrei uma que me satisfizesse. Freud, ao que tudo indica, usou pouco a palavra caso (Fall), tendo se referido preferencialmente a "história do doente", "observação de doentes", "análise".

Quero reafirmar ainda a importância do texto citado de Didier-Weill, que me ajudou a fortalecer uma idéia que alimentava, assim como a aproximação feita entre a pontuação do analista e o efeito de sideração e luz produzidos no analisante. O nosso autor interroga o que acontece a um ouvinte do significante que tem a estrutura de chiste e chega à conclusão de que esta escuta provoca a própria divisão do ouvinte, levando-o a dizer sim a alguma coisa sem saber a quê. É de Freud o esclarecimento de que isso se opera pelo levantamento da censura. O supereu busca a escuta do já sabido na tentativa de eliminar o novo, eliminar a surpresa. Se cada caso é um novo caso, isso implica na desconstrução de um saber para a acolhida do novo. Assim, o fator criação se impõe em nossa prática. Somos artesãos da palavra, ponto em que se toca a poesia e a prática psicanalítica.

A redução do relato clínico aos parâmetros do já sabido da teoria é uma maneira de lidar superegoicamente com a clínica e impedir que possa emergir o novo, o excepcional e singular de cada caso. Creio que é difícil para o psicanalista obedecer à recomendação de Freud de escutar cada analisante como um novo caso, pois, de alguma maneira, isso significaria abdicar de um saber que possui e que transmite uma segurança ancorada em nosso "eu". É nesse ponto de conhecimento que se baseia a grande parte dos ditos relatos clínicos.

Quando Lacan falava ao público em seus seminários, ele afirmava estar ocupando a posição de analisando, assim como esteve Freud quando analisou seus sonhos. Está, pois, o analista em posição de analisando quando tenta dizer o acontecido entre ele e seu paciente. De fato, o que está sendo transmitido? Sabemos que a transmissão se opera quando produz trabalho, elaboração simbólica. Do passe, foi dito ter fracassado pelo fato de o júri não ter elaborado simbolicamente, não ter inovado a teoria - expectativa de Lacan. Se, ao falar da análise de um paciente, o analista está em posição de analisando, a relação é de analisando para analisando e o resultado seria o que de novo poderia produzir na assembléia de ouvintes.

Seguindo a analogia com os chistes, podemos ainda nos interrogar se poderíamos, deliberadamente, atingir esse modelo quando o falar sobre a clínica é proposto.

Para encerrar, podemos retomar a indagação de Perrier, e torná-la afirmativa: o que se pode obter é um psicanalisar sobre a clínica. Entre um ateliê, lugar propício à arte, e um laboratório, espaço onde se busca a cientificidade, a psicanálise oscila, na certeza de encontrar o seu espaço entre a arte e a ciência. Que sejamos, então, mais poetas do que psiquiatras na procura desse novo espaço que a psicanálise nos oferece. Referências bibliográficas
* LACAN, Jacques. Escritos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1998. p. 176.

Referências Bibliográficas
DIDIER-WEILL, Alain. Insistuição. In _______. Lacan e a clínica psicanalítica. Estabelecimento de texto e tradução de Luciano Elia. Rio de Janeiro: Contra Capa, 1998. p. 83-109.
DOREY, Roger. A favor da apresentação clínica. Tradução de Monica Seincmann. Boletim de Novidades da Pulsional, São Paulo, n. 87, p. 5-18, jul. 1996.
FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo Aurélio século XXI: o dicionário da língua portuguesa. 3ª. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1999.
FREUD, Sigmund. A interpretação dos sonhos. Tradução do alemão e do inglês sob a direção e revisão técnica de Jayme Salomão. Rio de Janeiro: Imago, 1972. (Edição standard brasileira das obras psicológicas completas de Sigmund Freud, V).
FREUD, Sigmund. História de uma neurose infantil. Tradução do alemão e do inglês sob a direção e revisão técnica de Jayme Salomão. Rio de Janeiro: Imago, 1976 (Edição standard brasileira das obras psicológicas completas de Sigmund Freud, XVII).
LACAN, Jacques. Notas de um seminário inédito sobre O Homem dos Lobos. 1952.
LACAN, Jacques. Seminário inédito de 27 de janeiro de 1965: Les problèmes crucieux de la psychanalyse.
LACAN, Jacques. O Seminário, Livro 5: As formações do inconsciente. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1999.
PERRIER, François. A formação do psicanalista. Tradução de Mirian Giannella. São Paulo: Escuta, 1993.
PORGE, Erik. A apresentação de doentes. Tradução de Mônica Seincmann. Boletim de Novidades, Pulsional-Centro de Psicanálise, São Paulo, n. 87, p. 19-40, jul. 1996.