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A psicanálise, a ciência do sentir e a unicidade do psicossoma
Maria Beatriz Breves Ramos1
RESUMO
A psicanálise, a ciência do sentir e a unicidade do psicossoma
Maria Beatriz Breves Ramos2
Partindo dos paradigmas da física quântica, da teoria da relatividade, da biologia e da psicanálise, demonstra que bio é psíquico e psiquico é bio - o macromicro, um complexo uno, inteiro e indivisível, apresentando, assim, o complexo macromicro humano como a unicidade do psicossoma e colocando a questão que, se em paradigmas modernos não faz mais sentido falar em massa e energia como fenômenos distintos, não faz mais sentido falar em libido e corpo como fenômenos distintos. Para tal, assume o conceito de "ponto zero", de Barker, para um novo paradigma; demonstra a concepção de mundo em que surgiu a psicanálise; resume os principais conceitos da Ciência do Sentir, apresentando, através de dois materiais clínicos, o ser humano como um complexo vibratório, a ressonância, o princípio da interação e as dimensões H e h.
PALAVRAS CHAVES: Psicanálise, Ciência do Sentir, Psicossoma e Macromicro.
RESUMO
El psicoanálisis, la ciencia del sentir y de la unicidad del psicosoma
Maria Beatriz Breves Ramos3
Partiendo de los paradigmas de la física cuántica, de la teoría de la relatividad, de la biología y del psicoanálisis, demuestra que bio es psíquico y psíquico es bio - o macromicro, un complejo uno, entero e indivisible, presentando, de esta manera el complejo macromicro humano como la unicidad del psicosoma y cuestinándonos que, si en paradigmas modernos no tiene más sentido hablar de la masa y de la energía como fenómenos diferentes, tampoco tiene más sentido hablar de libido y cuerpo como fenómenos diferentes. Para tal, asume el concepto de "punto cero", de Barker, para un nuevo paradigma; demuestra la concepción del mundo en que surgió el psicoanálisis; resume los principales conceptos de la Ciencia del Sentir, presentando, a través de dos materiales clínicos, al ser humano como um complejo vibratorio, la resonancia, el principio de la interacción y de las dimensiones H y h.
PALABRAS CLAVES: Psicoanálisis, Ciencia del Sentir, Psicosoma y Macromicro.
A psicanálise, a ciência do sentir e a unicidade do psicossoma
Maria Beatriz Breves Ramos
A história da humanidade demonstra que o homem teve, e ainda possui, diversos paradigmas traduzidos como concepções de visão de mundo. Como um exemplo, para nós inseridos em uma concepção de espaço quantitativa e proporcional, fica praticamente impossível imaginar um mundo representado à margem da perspectiva. No entanto, a concepção qualitativa como representação de mundo, prevaleceu até o Renascimento, influenciando todas as áreas do conhecimento até o século XVI. Esta visão fica clara na arte: "o espaço era visto como composto de regiões qualitativamente distintas (...) Na arte, isso se manifestava na estranheza que hoje causa a pintura medieval: tudo é desproporcional e 'errado'".4
Barker, em vídeo5, propõe que um novo paradigma, mais que um novo padrão, é um ponto zero, onde tudo se inicia novamente, obrigando o indivíduo a abandonar o seu antigo modelo de conhecimento, comportamento, visão, etc para começar tudo de novo e aderir a um novo padrão. E, seguindo sua visão de paradigma, no Renascimento, em nossa visão, teria ocorrido um ponto zero da história, onde o paradigma de concepção qualitativa teve que ser desaprendido, para se aprender o quantitativo. Assim, a perspectiva como uma forma de representar o mundo vem a ser uma "mudança radical (...). Retratar 'corretamente' o mundo é (...) concebê-lo segundo o modelo matemático, transformando-o em relações quantitativas e não mais como qualidades distintas. E nisso (...) a arte já anuncia a ciência moderna (...)6
Dentro deste contexto surgiu a física clássica, concebendo suas leis, de uma forma simplificada, dentro do campo que os nossos sentidos alcançam, interpretando o mundo macrocósmico de acordo com as leis de Newton. Apresenta uma concepção de mundo mecanicista, determinista e matemática, possibilitando, com a evolução científica, que muitas descobertas fossem realizadas, levando o homem a acreditar que possuía um poder ilimitado. Assim, no desenvolvimento tecnológico e na relações socio-políticas, iniciou-se a revolução industrial na segunda metade do século XVIII. No século XIX, surgiu o telefone, a radiotelegrafia, etc; e, na segunda metade do século XIX, a humanidade conquistou a luz elétrica, o que culminou em toda base de nossas vidas pois, toda a atual tecnologia é dependente, direta ou indiretamente, desta energia.
Neste contexto surgiu a Psicanálise. A concepção de homem freudiana é a de um ser que busca o prazer através da descarga motora., ou seja, o homem tende de "forma mais econômica, evitar, através da descarga, o desprazer provocado pelo aumento de tensão, obtendo assim, o prazer, o princípio do prazer (...) e isto sempre em concordância com a realidade externa, o princípio da realidade (...)".7
Nascido no ano de 1856, Freud nasceu sob a luz de velas, presenciando todo o processo das descobertas de sua época, inclusive o da luz elétrica. Freud tinha 32 anos quando a produção de energia elétrica iniciou. Mesmo que os seus conceitos não se referam à carga e a descarga elétrica, as leis que da eletricidade, norteavam suas idéias e dos cientistas de sua época. Mas, também, sem dúvida, a psicanálise traz, em sua concepção, a quebra da onipotência humana; despontando a tendência de um novo paradigma, ou seja, uma concepção de ser humano como um ser limitado, regido pelo inconsciente. E, na tendência de sua época, com Einstein, a física precisou reaprender o espaço e tempo, que deixaram de ser absolutos para tornarem-se relativos. Assim como também precisou reaprender os conceitos de massa e energia, que deixaram de ser concebidos como distintos: "massa é energia e energia é massa" (Einstein).
E, ainda, na década de 30, a Física Quântica, cujo o domínio é o microcósmico, o interior atômico, concebeu o Princípio da Incerteza. Assim, por mais adiante que a humanidade esteja no avanço tecnológico, haverá sempre uma indeterminação entre o homem e a natureza. Portanto, a física quântica surgiu na tendência de um novo paradigma, ou seja, na concepção de homem como um ser limitado, regido pelo princípio da incerteza, pois nela predomina o não imaginável, o não determinismo, etc
A Ciência do Sentir compreende que, muito mais do que novos paradigmas restritos ao campo de cada área do saber, cada descoberta traduz a concepção de uma época e, portanto, de ser humano. E na atual concepção humana, representadas pela física moderna, pela psicanálise, e pela evolução do conhecimento no séc.XX, podemos conceber que o ser humano forma um complexo macromicro, uno, inteiro e indivisível; onde, devido aos limites de sua percepção, só tem acesso direto a alguns aspectos da natureza; e, ainda, em função desta limitação, a natureza é dividida ilusoriamente: em nível macrocósmico, os aspectos da natureza que os nossos sentidos alcançam; e em nível microcósmico, os aspectos da natureza que os nossos sentidos não alcançam.
Em um outro trabalho8, pesquisando sonhos de cegos, "verificamos que existem (...) ondas eletromagnéticas psíquicas (...) (e) que durante os sonhos (...) os nossos olhos (...), receptores de ondas eletromagnéticas9 de nosso organismo, se movimentam por estarem captando as ondas eletromagnéticas emanadas dos sonhos". E, com um estudo mais aprofundado, concluímos que "os sonhos são energia psíquica que se processam sob a forma de ondas eletromagnéticas e, portanto, à velocidade da luz"10. Sendo assim, somos um complexo macromicro que, em nível macro, nos manifestamos biologicamente e que, em nível micro, nos manifestamos psicologicamente, onde: bio é psíquico e psíquico é bio - o macromicro, ou seja, o mesmo fenômeno manifestando-se sob diferentes aspectos. Em outras palavras, "é a condição humana, limitada na sua relação com a natureza, que cria a fronteira entre o material e o não material, entre o visível e o invisível, entre o perceptível o não perceptível, entre a matéria e a energia."11
E se atualizarmos o princípio da pesquisa macromicro, que partiu da premissa de que as células são constituídas de átomos (um enorme potencial de energia), podemos afirmar que se nos dias de hoje não faz mais sentido falar em matéria e energia como fenômenos distintos, não faz mais sentido falar em corpo e psicológico como fenômenos distintos. De acordo como o conhecimento de hoje, "pensarmos o psicológico e o biológico como um sendo efeito ou causa do outro, como duas coisas que se interligam ou se interagem, é estarmos em um paradigma antigo, é estarmos, no século XXI, com uma concepção de natureza do século XIX."12
Como um exemplo, "uma pessoa vivenciando uma forte emoção seguida de um enfarto, no paradigma antigo seria explicada como alguém que, ao receber uma notícia, sentiu uma forte emoção e, devido a uma sobrecarga do emocional sobre o corpo biológico, gerou um enfarto. No novo paradigma a explicação seria outra. Alguém, através da ressonância, interagiu com um outro e, nesta interação, o que foi atingido foi o complexo macromicro humano que, vibrando fortemente, se desequilibrou e, este desequilíbrio se manifestou, para a nossa percepção, em nível psicológico, como uma forte emoção e, em nível biológico, como um processo de enfarto".13
Tornando mais claro, vamos imaginar a natureza evoluindo para um homem exatamente nas mesmas condições que as nossas, à exceção do sentido da visão. Provavelmente haveria a linguagem escrita, mas concebida em um outro paradigma de impressão. Os nossos meios de transportes não existiriam, mas o homem se locomoveria de um lugar para outro e, talvez, já tivesse chegado em outras galáxias. Isto seria viável visto que teria desenvolvido outros paradigmas de tempo-espaço e movimento. Enfim, cada um poderia imaginar o que quisesse porque, de fato, estamos tentando o inimaginável; até porque o deficiente visual, de nosso meio, assimila um mundo construído, adaptam-se ao paradigma construído por seres que possuem a visão.
Portanto, o ser humano só pode assimilar e conceber a natureza a partir de sua "Dimensão Humana"14, ou seja, o ser humano configura-se, em si mesmo, o próprio eixo da dimensão H. Até porque, "se a nossa visão capta ondas eletromagnéticas e a nossa audição ondas mecânicas e, ainda, se os neurônios propagam uma corrente elétrica desencadeando os neurotransmissores e (...) se tudo o que captamos através de nossos receptores percorre o nosso corpo através de padrões de pulso, o nosso organismo é um organismo em sua essência vibratório que assimila e processa o universo e seu meio"15. Desta forma "podemos dizer que os conteúdos concebidos pela capacidade reflexiva do homem representam um aspecto virtual do universo e, neste sentido, o Eu, ou melhor, a Pessoa Humana seria um Ser virtual do universo. Assim, através de nossa realidade psíquica em interação com o meio, concebemos o nosso dia a dia; como, também, concebemos o aprendizado de nosso idioma, da linguagem matemática, da linguagem artística, etc E, ainda, em um grau de complexidade maior de nossa realidade psíquica, concebemos a nossa concepção de mundo. Consequentemente, serão tantas "dimensões h" quantos homens existirem, onde cada uma delas terá um campo próprio, situado no campo da dimensão H."16
Todo corpo capaz de vibrar possui uma freqüência natural que, se encontrar em outro corpo a mesma freqüência, é capaz de promover a ressonância. E sendo o complexo macromicro um complexo vibratório, as relações humanas processam-se através de vibrações e ressonâncias. Assim, estaremos sempre regidos pelo Princípio da Interação, ou seja, ao observamos o fazemos: "1) sempre do referencial do sistema perceptivo; 2) sempre processando em nosso complexo macromicro a voz (energia), a visão (energia) e outras vibrações captadas do outro observado; 3) sempre não isolados, até porque fazemos parte, do meio que observamos".17
Em uma análise, em um primeiro momento, antes de nossas interpretações, sentimos. O sentir seria uma manifestação da interação vibratória na natureza macromicro humana, como demonstra o fragmento de sessão clínica18 de Soraia que aos prantos chega para a sessão e diz estar sofrendo muito porque não achava a medida para chegar ao outro. No primeiro momento sentia algo estranho, sentia-me dispersa e com uma certa irritação interna. O silêncio foi quebrado quando ela disse que ficava tentando chegar até a mim e não conseguia. Com esta fala, ficou demonstrado que estava formada uma rede de ressonância onde podíamos, através da interação, nos sentir, mesmo que fosse um sentimento de estarmos longe uma da outra. Na relação, não importava quem não estava conseguindo chegar a quem pois, o fenômeno da interação, é sempre de mão dupla. Eu encontrava-me irritada e pude compreender que não era pelo conteúdo de sua fala, mas pelo tom de auto-piedade que se apresentava. Pude compreender (em um segundo momento) que ela, como em um teatro, representava uma pessoa que chorava, mas, de fato, não havia lágrimas. Eu estava dispersa diante de um não choro e irritada pela inverdade daquela situação e de seu tom de auto-piedade. Começamos assim a tentar nomear o sentir que se passava naquela interação.
Na nomeação, ocorre o segundo momento que irá variar, tal qual o primeiro, de profissional para profissional e da dupla em questão. Assim, a partir do que sentia, e não, propriamente, pelo conteúdo da fala, disse que havia dito que não achava a medida para chegar ao outro e estava pensando que, antes de achar esta medida, teria uma outra medida que não achava: a de estar fora da posição de auto-piedade. Acrescentei que não estava chorando o seu sofrimento, mas estava em uma posição de auto-piedade diante de si e de seu sofrimento. Ela concordou dizendo que não sabia sofrer diferente.
Prosseguindo com a sessão, Soraia disse que estava com muita vontade de ir ao banheiro e ao retornar, que estava com vontade de vomitar. Com o evoluir da sessão, conseguimos, através do chamamos de Consonância (conceito que inclui a transferência, a contra-transferência e a subjetividade), ou seja, soando juntas, chegar a afinação. Adiante, na sessão, Soraia volta a chorar e, aquele choro sim, transmitia o sentimento de uma profunda dor. Estava podendo encontrar-se consigo e seus sofrimentos e eu não estava mais dispersa e irritada.
Um outro caso clínico19 que demonstra o princípio da interação e a ressonância foi o de Maria, uma paciente muito silenciosa e que passava a maior parte do dia dormindo. Ela "chegou para a sessão, deitou-se e como de costume permaneceu em silêncio. Comecei a sentir muito sono visto que havia dormido pouquíssimo durante a noite anterior, devido a uma cirurgia, retirada de útero e ovário de minha gata. A fim de tentar evitar o sono perguntei: - O que é que você está sentindo? Ela respondeu: - Preguiça, só dá vontade de dormir. O silêncio tomou conta da sessão. Lutei muito para não dormir, mas (...) dormi e sonhei com a minha gata e todos dizendo: 'coitada, agora ela não vai mais ser mulher, vai voltar a ser criança'.
Teria o sono naquela sessão sido desencadeado pela preguiça e sono de Maria, visto que Maria era uma pessoa que dormia quase que o dia inteiro e estava com preguiça ou por mim que estava com a noite anterior maldormida? Como se tratava de dois complexos macromicro interagindo pouco importava quem desencadeava aquela situação. Podemos compreender que a preguiça e o sono de Maria encontraram em mim um potencial idêntico e, através da ressonância, fez ressoar em mim o estado de sono, pois (...) na minha interação com os outros pacientes (...) não senti aquele sono incontrolável, não dormi e muito menos sonhei. E mesmo assim, na interação com Maria, poderia ter sonhado qualquer outra coisa, mas sonhei aquele sonho específico. Por outro lado, podemos compreender que o meu sono encontrou em Maria um potencial idêntico e, através da ressonância, fez ressoar em Maria um estado de sono e preguiça, pois (...) na interação de Maria com outras pessoas (...) (elas) não dormiam.
O importante é que estivesse claro para mim que eu havia dormido mal durante a noite anterior, estava cansada e preocupada com a minha gata e a partir desta compreensão, entender o que se passava naquela relação a fim de chegar mais afinada à vibração de Maria. E sabendo o que se passava comigo, o sonho com a minha gata voltando a ser criança, somado ao que sabia sobre Maria e o quanto ela dormia, falei: - Você fica quase como um bebê em um berço. Dorme quase o dia inteiro. Ela respondeu: - É assim mesmo que eu me sinto e prossegue falando do quanto se sentia pequenina, associando a outros detalhes de sua história, relatando como se sentia indefesa diante das pessoas e da vida de um modo geral. A partir daquele momento não ocorreu mais silêncio e nem sonhos na sessão. Em um determinado instante disse a Maria a minha compreensão sobre o que ela falava: - Você é uma mulher, mas se sente tendo a identidade de um bebezinho. E ela responde:- Sim, eu sou adulta e uma mulher na carteira de identidade, mas na verdade eu sou um bebê recém-nascido."
Como estamos verificando Maria e analista puderam afinar-se na interação macromicro e, através da consonância analítica, puderam atingir uma compreensão mais afinada com os sentimentos de Maria. No entanto, faz-se importante esclarecer que nunca falamos a Maria sobre o ocorrido entre nós duas. O analista não tem que verbalizar o que sente, as suas vibrações pessoais ao seu paciente (...) porque a proposta do tratamento analítico é a compreensão do paciente e muito pouco ajudaria, temos fortes razões para afirmar que até prejudicaria, se a analista tivesse lhe contado que havia dormido e que sonhara com a sua gata. (...) Cabe ao analista compreender o que se passa na relação e aproveitar a si mesmo como um instrumento vibratório de trabalho, compreendendo aquele momento da análise como um momento de consonância, a fim de desenvolver com o seu paciente uma via de melhor de compreensão"
Reportando-nos à Freud, o estado inicial em que se encontra a libido no desenvolvimento psico-sexual foi denominado como um estado de auto-erotismo. Neste, "Os instintos (pulsões) (...) não precisam de objeto (...) estão ligados, a semelhança da parasita, por assim dizer, às outras funções corporais e conseguem sua satisfação auto-eroticamente no próprio corpo da pessoa"20. Se entendermos o corpo material dentro da concepção atual de massa e energia, ou seja, se não faz mais sentido a distinção entre massa e energia, não faz mais sentido a distinção entre libido e corpo e, sob este prisma, a libido, no seu estado inicial de auto-erotismo, não estaria ligada a semelhança da parasita, mas seria uma manifestação do próprio corpo, ou em outras palavras: o próprio "retrato" da unicidade do psicossoma. Assim como, também, não faria sentido dividir-se a libido em dois estágios de desenvolvimento, auto-erotismo e narcisismo, visto que não haveria distinção entre libido e corpo.
No primeiro caso, ao trabalharmos o nível psíquico, estávamos trabalhando a sua totalidade macromicro, ou melhor, o psicossoma; e, em conseqüência, a paciente sentiu, em nível somático, vontade de ir ao banheiro e de vomitar. No segundo caso, o estado de sono tomou conta da totalidade macromicro analista. E tendo a noção de que os sentimentos presentes na interação também tem a ver com pessoa do analista, e não somente com a reprodução de um conflito do paciente, entendemos que em ambos os casos, através do princípio da interação, pudemos deixar o sentir se expandir; e podendo administrar o nosso sentir, formular interpretações que, via consonância analítica, pode ressoar os complexos macromicro Soraia e Maria, interferindo assim em suas, respectivas, realidades psíquicas, ou seja, em suas, respectivas, dimensões h.
A Ciência do Sentir propõe que através de uma revisão dos conceitos psicanalíticos, valendo-se dos paradigmas contemporâneos de natureza, poderia ser criado um "ponto zero" para a compreensão do homem. Mas, para isto, faz-se preciso que o psicanalista desaprenda o modelo cartesiano de compreensão do homem e esteja disposto a começar de novo.
1 - Psicanalista Membro Efetivo da Sociedade Brasileira de Psicanálise do Rio de Janeiro; Psicóloga, Bacharel e Licenciada em Física, com Especialização, Lato-Sensu, em Física Moderna com Base na Física Clássica pela Faculdade de Humanidades Pedro II; Presidente (98/99) Sociedade de Psicoterapia Analítica de Grupo do Estado do Rio de Janeiro; Professora de Psicofísica do Curso de Pós-Graduação, Lato-Sensu, em Psicossomática Contemporânea da Universidade Gama Filho/RJ; Autora dos Livros: Macromicro - A Ciência do Sentir (Ed. Mauad, RJ, 1998), O Homem Além do Homem (Ed. Mauad, RJ, out/2001) e Uma Introdução à Psicologia Psicanalítica do Self ( Ed. Mauad, out/2001). mbbramos@gbl.com.br; mbbramos@unysis.com.br; telefone: 0-xx-21-2256-6094; fax:0-xx-21-2256-2329.
2 - Psicoanalista Miembro Titular de la Sociedad Brasileña de Psicoanálisis de Rio de Janeiro; Psicóloga, Bacharel* y Licenciatura* en Física, con Especialización, Lato-Sensu, en Física Moderna con base en la Física Clásica en la Facultad de Humanidades Pedro II; Presidenta (98/99) de la Sociedad de Psicoterapia Analítica del Grupo del Estado de Rio de Janeiro; Profesora de Psicofísica del Curso de Posgrado, Lato-Sensu, en Psicosomática Contemporánea de la Universidad Gama Filho/RJ; Autora de los Libros: Macromicro - A Ciência do Sentir (Ed. Mauad, RJ, 1998), O Homem Além do Homem (Ed. Mauad, RJ, out/2001) y Uma Introdução à Psicologia Psicanalítica do Self ( Ed. Mauad, out/2001). * Bacharel: En Brasil título adquirido al finalizar el curso universitario. * Licenciatura: En Brasil título que habilita a ejercer la docencia en la enseñanza secundaria.;
3 - mbbramos@gbl.com.br; mbbramos@unysis.com.br; teléfono: 0-xx-21-2256-6094; fax: 0-xx-21-2256-2329.
4 - Psicanalista Membro Efetivo da SBPRJ; Psicóloga, Bacharel e Licenciada em Física, com Especialização, Lato-Sensu, em Física Moderna com Base na Física Clássica (FAHUPE); Presidente (98/99) SPAG-E.RIO; Professora de Psicofísica do Curso de Pós-Graduação, Lato-Sensu, em Psicossomática Contemporânea da UGF/RJ; Autora dos Livros: Macromicro - A Ciência do Sentir (Ed. Mauad, RJ, 1998), O Homem Além do Homem (Ed. Mauad, RJ, out/2001) e Uma Introdução à Psicologia Psicanalítica do Self ( Ed. Mauad, out/2001). mbbramos@gbl.com.br ou mbbramos@gbl.com.br;
5 - José Maria VALVERDE et alli, História do Pensamento, vol. 2, p.207.
6 - Joel A. BARKER, Discovering the Future (The Business of Paradigms), vídeo.
7 - José Maria VALVERDE et alli, História do Pensamento, vol. 2, p.208.
8 - Maria Beatriz Breves RAMOS, Macromicro - A Ciência do Sentir, p. 58-59.
9 - Maria Beatriz Breves RAMOS, Macromicro - A Visão Psicofísica Quântica da Psicanálise, p. 8.
10 - leigamente compreendida como transporte de energia à velocidade da luz
11 - id., Macromicro - A Ciência do Sentir, p.75.
12 - id, Uma Introdução ao Macromicro - A Ciência do Sentir, p: 142.
13 - id., A União Indissolúvel entre Sôma e Psyché, in: Consciência, p. 12-13
14 - id. Conceito desenvolvido no capítulo 3 do livro "O Homem Além do Homem".
15 - Maria Beatriz Breves RAMOS, Macromicro - A Ciência do Sentir, p. 106 e 115.
16 - Id, O Homem Além do Homem, cap.4.
17 - id, Uma Introdução à Ciência do Sentir, p.144.
18 - Material clínico apresentado no trabalho Psicossomática Contemporânea, um novo paradigma.
19 - Id, Macromicro - A Ciência do Sentir, p. 143 1 145
20 - Sigmund FREUD, Conferência XXII, p. 415
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
VALVERDE, J.M. et alli, História do Pensamento, vol. 1 e 2, SP: Nova Cultural, 1987.
BARKER, J. A. Discovering the Future (The Business of Paradigms), vídeo. Siamar, Versão Portuguesa.
RAMOS, M.B.B., Macromicro - A Ciência do Sentir (uma visão revolucionária do ser humano, a partir da física quântica, da teoria da relatividade, da psicanálise, da biologia e das artes). Rio de Janeiro: Mauad, 1998.
______________. Uma Introdução ao Macromicro - A Ciência do Sentir. In: Boletim do Instituto da SBPRJ n° 3, p:139-146,- SBPRJ - outubro de 1998;
______________. A União Indissolúvel entre Sôma e Psyché. In: Consciência, p:12-13, Informativo do CRP/RJ - 5ª Região - IX Pleanária - Ano I - n° 9 novembro de 1999.
_____________ . Macromicro - A Visão Psicofísica Quântica da Psicanálise. In: Boletim Científico nº10/93 da SBPRJ.
_____________. Psicossomática Contemporânea, um novo paradigma. In: apostilha do Curso de Especialização em Psicossomática da CEPAC/UGF- Unidade Downtown/Barra/RJ, 99/00
_____________ . O Homem Além do Homem. RJ: Mauad. Out/2001.
FREUD, S. Conferência XXII. Vol. XVI, RJ: Imago, 1976.
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